
(Caio F. de Abreu)
![]() (Caio F. de Abreu) |
‘‘is where youll find me’’
![]() terça-feira, 19 de abril de 2011 @ 08:36
![]() Eu joguei a toalha no chão. A luta antes aparentemente interminável, em que a única pessoa que precisava sempre se calar e abaixar a cabeça era eu, acabou. Teve seu fim de uma maneira que nunca pensei que fosse acabar, mas e daí? É melhor assim, eu sei que é. Sem brigas, sem discussão e sem ninguém falando coisas sem pensar porque está com raiva. Eu apenas cansei. Eu apenas resolvi não ficar para trás. Talvez nesses últimos meses eu tenha mudado, de fato. E repensar nas minhas atitudes recentes seja uma coisa que eu tenha feito nos últimos dias. Aliás, o tempo não me parece ser um bom aliado. Os dias passam e as horas desdobram-se em minutos e segundos e quando eu vejo, o dia sumiu e não falei metade do que gostaria de ter falado. O gongo anunciou o fim, tão próximo. Eu sabia que cedo ou tarde isto iria acontecer; era uma questão de tempo. A única coisa que eu fiz foi atrasar este ponto final. E eu não me arrependo. O sentimento muda. As memórias, não. domingo, 27 de março de 2011 @ 13:27
![]() Hoje em dia, a moda é odiar tudo. Odiar sua vida, odiar seus pais, seu colégio, seus amigos e falar que o mundo está contra você. Hoje, você fala que sua vida é uma total desgraça, que você é depressivo, que quer se matar, que é bipolar, ama café, e cita os Beatles. Oh, jura? A verdade é que a sua vida não é uma total desgraça; você apenas teve um dia ruim. Você não é depressivo, apenas triste. Você não quer se matar, apenas está cansado. Você não é bipolar, você apenas passa por coisas que te deixam triste, porque sua vida pode ser confusa. Você não ama café, você apenas diz isso para poder ser “querido” entre seus amigos. Você não tem amnésia, apenas uma memória ruim. Você não quer viver sua vida, apenas quer que os outros te aceitem. Você não gosta de bandas antigas, apenas fala sobre os Beatles porque “é moda” e porque eles eram populares. Então, será que você realmente quer ser hipócrita? Ou você realmente acha que as pessoas que você critica se importam? Porque sabe, elas não se importam. Por mais que eles sejam irritantes, não se vistam bem e apenas contribuam para a poluição sonora ou visual… Eles não estão nem aí. Eles estão montados na grana e simplesmente ignorando a grande parte da sociedade que os julgam. Então, seja esperto. Pare de se importar com os vermes, comece a cuidar da sua própria vida. Pare e reflita: você realmente já tentou amar o que diz que ama e ver se o que julga horripilante é tão ruim assim? Se já, então você pode realmente dar uma opinião. Caso contrário, não fale mais nada. Até porque, julgar antes é mais fácil. domingo, 13 de março de 2011 @ 15:40
![]() imagem retirada do site ZeroChan. Não posso dizer que sou apaixonada por Japão. As pessoas que me conhecem sabe que minha maior paixão sempre foi Londres. No entanto, isso não me impediu de me sentir horrorizada com tudo o que tem acontecido. Eu descobri tudo o que se passava na sexta-feira às sete horas da manhã, quando meu amigo passou aqui. Se eu soubesse da cátastrofe apenas quando chegasse em casa, eu certamente ficaria mais chocada. Saí de casa e o número de mortos mal chegava em vinte e sete. Cheguei às 11h50 e me deparei com mais de trezentos corpos já encontrados, água por todos os cantos e depoimentos de entrevistados brasileiros. Agora, as notícias não param. A cada minuto que passa, uma notícia pior do que a outra começa a aparecer. Terremoto. Tsunami. Usina nuclear. Mais uma vez, vamos esquecer as diferenças. Mais uma vez não vai importar classe social, cor de pele e muito menos quem é quem. Ou pelo menos, é assim que deve ser. "Pray for Japan and many of the other countries currently facing adversities". terça-feira, 8 de março de 2011 @ 09:21
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quinta-feira, 3 de março de 2011 @ 15:01
![]() Só pra quem entende, dica. @ 09:58
![]() A sensação de alívio. O suspiro que escapou dos seus lábios, os olhos que brilharam. As mãos que imediatamente tornaram-se gélidas. E aquele aperto, que antes ficava em cima do seu peito, somiu como se houvesse sido desintegrado. E apenas por saber que ele estava bem; que não havia acontecido nada de ruim. Embora muitos lhe falassem o que provavelmente estava se passando consigo, admitir era difícil. Principalmente, para ela. Aquela que nunca havia se sentido daquele jeito, com as borboletas no estômago. Lembrou-se de um questionário que havia precisado responder certa vez quando mais nova e que uma das perguntas era clara e estranha: você sente borboletas no estômago? Havia sido uma pergunta simples, que a fizera franzir o cenho e pensar. Oras, que coisa tola! Eles acham que há algum bicho em mim? E deu gargalhadas, enquanto marcava com a caneta esferográfica um forte x. Agora, alguns meses após essa situação, entendia perfeitamente o que eles queriam dizer. Entendia e vivia, no exato momento, aquilo. Não que fosse uma coisa de outro mundo. Mas o fato de não pensar mais só em si e para si, ao mesmo tempo que era diferente, era reconfortante. Ele estava bem, afinal. E era aquilo que bastava ali e agora. Curiosamente, sua semana havia ficado melhor com aquele simples "sim", sucessedendo ao "você está bem?". domingo, 27 de fevereiro de 2011 @ 19:13
![]() “Juro que vou tentar resumir. Juro”, essa frase não lhe parece familiar? Eu começo a ler ela sempre que sinto sua falta e você não está aqui. Enfim, eu não sabia como começar isso. Na verdade, agora que eu comecei, eu me sinto até mesmo estranha, porque falar sobre você é muito difícil e ao mesmo tempo muito fácil. Difícil porque as palavras parecem que nunca bastam, e fácil porque eu sei de praticamente tudo sobre você. Não que seja algo ruim, mas é algo que certamente dá trabalho porque falar sobre uma pessoa com a qual eu não tenho “nenhum” contato pessoalmente é complicado. No entanto, eu sei de tanta coisa sobre você que talvez eu não consiga sequer falar a metade. Eu sei de todas as suas manias e eu acho que você sabe das minhas. Você, hoje, não é só mais uma amiga. Hoje, você é uma irmã. É um dos pilares que me segura firmemente e que sempre me parece ser feito de mármore, e quando eu estou quase perdendo minha sanidade mental, você vem e consegue me acalmar. Hoje, você é o que me prende aqui. Eu nunca vou me arrepender das noites viradas com você, enquanto cantávamos Dani Califórnia, no meio das madrugadas e nossos pais nos achavam loucas desvairadas, porque aquilo me fazia (deixo claro que ainda faz) muito bem. Sabe, é difícil falar de você sem repetir as mesmas palavras que você usou para mim, e se ficar repetitivo, me desculpe. Começo falando que, se você não estivesse aqui todo o dia para me ouvir e me auxiliar, eu provavelmente teria feito alguma merda. Eu deveria agradecer você por ser aquela pessoa que sempre me auxilia e sempre tenta me colocar pra cima (e consegue). Mas não vou falar disso. Eu vou te dar um aviso. Um único e rápido aviso. Eu sempre vou estar do seu lado. Você sabe que se estiver errada, vou te falar. Se tiver certa, vou te apoiar. Porque um dia, você me disse uma coisa que eu com certeza demorei a aprender sozinha e a entender: “amigo que é amigo, aponta erros e apóia sempre”. E eu sempre, sempre vou fazer isso por você. Hoje você não é só “uma amiga de internet”. Hoje você é a minha irmã de coração. Pode parecer exagero, mas é isso. Eu me sinto bem quando eu sei que você tá bem e sinto vontade de sair matando todo mundo que te faz mal com aquela serra elétrica (que é meu sonho de consumo, você sabe). Cheetos, obrigada por ter entrado na minha vida, viu? Obrigada por me fazer dar risadas e gargalhadas com as nossas brisas. Obrigada por me fazer conhecer isso que eles chamam de “amizade virtual” e que dá certo. Obrigada por ser minha irmã de coração, Dudah. |
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